sábado, 8 de junho de 2013

LER - por Maria Teresa

Liberdade de escolha

Entendimento

Raciocínio


 

Minha experiência como leitora começou quando tinha 6 anos e estava sendo alfabetizada em casa pela minha tia, professora de piano, que me presenteava com livros infantis de um programa de rádio.



  
Ás  17h30  ficava sentada em uma cadeira de madeira com estofado colorido  na frente do rádio ouvindo histórias, A Gata Borralheira, Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Os Três Porquinhos, esses clássicos que toda criança daquela época ouvia. Essas histórias eram contadas todos os dias, religiosamente, na Rádio Presidente Prudente. Além de ouvir ficava com o livrinho acompanhando o que era falado. Tenho lembranças que, dependendo da história, ou melhor, assim que começava a ler escolhia um personagem e trocava o seu nome pelo meu,
isso me dava a liberdade de escolher quem eu seria.
  
 
Essa experiência literária me  ajudou muito nas produções de textos, nas reescritas, principalmente quando a professora pedia para  criar uma história, a imaginação  fluía com muita facilidade e, além de escrever mudava o final como eu gostaria que fosse. Essa parte da minha vida foi durante todos os anos do ensino do 1º grau (Fundamental  I ) e acreditem, até hoje quando leio tenho lembranças daquela experiência que foi muito rica. 


 

  
 Na universidade  tive a oportunidade de ler os clássicos infantis em espanhol e confesso que senti a mesma sensação de quando ficava sentadinha numa cadeira de madeira com estofado colorido ouvindo as histórias e lendo na frente do rádio. E ainda hoje tenho a esperança de me tornar uma grande contadora de histórias.

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