Liberdade de escolha
Entendimento
Raciocínio
Minha
experiência como leitora começou quando tinha 6 anos e estava sendo
alfabetizada em casa pela minha tia, professora de piano, que me
presenteava com livros infantis de um programa de rádio.
Ás 17h30 ficava
sentada em uma cadeira de madeira com estofado colorido na frente do
rádio ouvindo histórias, A Gata Borralheira, Branca de Neve, Chapeuzinho
Vermelho, Os Três Porquinhos, esses clássicos que toda criança daquela
época ouvia. Essas histórias eram contadas todos os dias,
religiosamente, na Rádio Presidente Prudente. Além de ouvir ficava com o
livrinho acompanhando o que era falado. Tenho lembranças que,
dependendo da história, ou melhor, assim que começava a ler escolhia um personagem e trocava o seu nome pelo meu,
isso me dava a liberdade de escolher quem eu seria.
Essa
experiência literária me ajudou muito nas produções de textos, nas
reescritas, principalmente quando a professora pedia para criar uma
história, a imaginação fluía com muita facilidade e, além de escrever
mudava o final como eu gostaria que fosse. Essa parte da minha vida foi
durante todos os anos do ensino do 1º grau (Fundamental I ) e acreditem, até hoje quando leio tenho lembranças daquela experiência que foi muito rica.
Na
universidade tive a oportunidade de ler os clássicos infantis em
espanhol e confesso que senti a mesma sensação de quando ficava
sentadinha numa cadeira de madeira com estofado colorido ouvindo as
histórias e lendo na frente do rádio. E ainda hoje tenho a esperança de
me tornar uma grande contadora de histórias.




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