terça-feira, 18 de junho de 2013

Situação de aprendizagem "Meu primeiro beijo", A. Barreto



Objetivos:

ü  Estimular o gosto pela leitura;
ü  Desenvolver a competência leitora;
ü  Desenvolver a imaginação, a criatividade e o senso crítico;
ü  Inferir as características do gênero conto;
ü  Estabelecer relações entre o lido \ vivido ou conhecido (conhecimento de mundo);
ü  Conhecer alguns elementos básicos da narrativa;
ü  Leitura de imagens.

Tempo estimado: cinco aulas.

Ano: 7ª série/ 8º ano.

Desenvolvimento:

1ª etapa: Antecipação/Sensibilização

Selecionar dois pares de alunos (dois meninos e duas meninas) que queiram socializar suas experiências relativas ao primeiro beijo.

2ª etapa: Leitura de imagem e conhecimento de mundo

Mostrar aos alunos duas imagens: a primeira, a tela “O beijo”, Gustav Klint. Levá-los a compreender como a tela foi construída; a segunda, a capa do HQ da Mônica, com o beijo dela e do Cebolinha.
Falar da expectativa que se cria em torno do beijo e de como ele visto em algumas culturas.

3ª etapa: Leitura silenciosa do texto: “Meu primeiro beijo”, Antônio Barreto.

4ª etapa: Levantamento de vocabulário.

5ª etapa: Análise do conto

Discutir com os alunos as seguintes questões (oralmente ou por escrito):

ü  Quem conta a história?
ü  Quais são os personagens? Quais suas características?
ü  Qual o clímax da narrativa?
ü  Qual o desfecho?
ü  Qual a duração da história?

6ª etapa: Transposição da história para uma HQ. Essa atividade poderá ser realizada em grupos e, se for conveniente, com o auxílio do (a) professor (a) de Artes.

Situação de aprendizagem - "Pausa", M. Scliar



PAUSA, Moacyr Scliar
Objetivos: 



ü  Estimular o gosto pela leitura;
ü  Desenvolver a competência leitora;
ü  Desenvolver a sensibilidade estética, a imaginação, a criatividade e o senso crítico;
ü  Estabelecer relações entre o lido/vivido ou conhecido (conhecimento de mundo);
ü  Desenvolver a coesão e coerência;
ü  Discurso direto e indireto;
ü  Pontuação.

Tempo estimado: cinco aulas

Ano: 8ª série/9º ano.

Material necessário: Envelopes contendo o texto “Pausa” recortado em, mais ou menos, 8 parágrafos em cada recorte; cola, tesoura, papéis A4 coloridos.

Desenvolvimento:


1ª etapa: os alunos deverão se dividir em grupos de 3 a 5 integrantes. Cada grupo receberá o envelope com o texto recortado em parágrafos. Cada grupo deverá ler o texto e deverá tentar montá-lo novamente.


2ª etapa: Após chegarem a um consenso, deverão colar os fragmentos recebidos dando-lhe a forma de texto.


3ª etapa: Com o auxílio do professor, cada grupo deverá ler seu texto para a classe para verificar se a configuração do texto ficou coerente.

Obs.: Um dos objetivos dessa atividade é estimular a noção de coesão e coerência textuais.


4ª etapa: Após as adequações necessárias, o professor poderá fazer uma leitura completa do referido texto e, após resolver possíveis dúvidas em relação ao vocabulário, deverá promover uma segunda leitura, agora, obedecendo aos recortes dos parágrafos.
Perguntas à turma podem estimular o debate a fim de se traçar um perfil do personagem e procurar reconhecer o(s) motivo(s) pelo(s) qual (is) ele se isola aos domingos.


5ª etapa: Aproveitar a estrutura em diálogo do texto e rever aspectos ligados ao discurso direto e indireto e o uso da pontuação apropriada.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM - Texto Aeroporto

1) O professor trará o texto com os parágrafos separados em pequenas tiras (total de seis), excluindo o último parágrafo (que ficará com o professor);

2) Os alunos serão distribuídos em seis grupos (com 5 ou 6 alunos) e cada grupo ficará com um trecho do texto;

3) Cada grupo fará a leitura de sua tira;

4) O professor fará perguntas sobre o parágrafo lido, induzindo os alunos a buscar informações dentro do texto, buscando descobrir quem é esse amigo, despertando a curiosidade dos alunos sobre quem é esse amigo. O professor fará uma lista das primeiras hipóteses ditas pelos alunos;

5) As suposições ficarão restritas primeiramente ao grupo e depois a sala participará supondo sobre o trecho lido, assim, sucessivamente, até a última tira. Vale dizer que, nesse momento, a ordem da leitura dos parágrafos não interfere na compreensão global do texto.

6) Após todos os grupos terem lido seus parágrafos e dito suas conclusões, o professor lerá o texto na sequência correta e fará novamente a pergunta: Quem é o amigo misterioso?


7) A sala fará nova explanação e depois o professor lerá o parágrafo final, solucionando o mistério e verificando se algum grupo descobriu a identidade do amigo.

AEROPORTO

Aeroporto
Carlos Drummond de Andrade

Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-la a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras e, a bem dizer, não se digne pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas intenções para com o mundo ocidental e o oriental e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.
Devo admitir que Pedro, como visitante, nos deu trabalho: tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou inoportuno. Suas horas de sono — e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia — eram respeitadas como ritos sacros a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da TV. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.
Objeto que visse em nossa mão, requisitava-o. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis — porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada sobre a razão íntima de seus atos.
Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte? Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade — e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário, de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM - Texto Avestruz

Essas atividades foram feitas para se trabalhar com esse texto utilizando também o computador, pois algumas atividades requerem a consulta da internet, mas podem ser feitas facilmente em sala de aula.

1) Apresentação do texto (em papel ou virtualmente);

2)  Inferência pelo título: Avestruz
·         “Você sabe o que é ou já viu uma avestruz?”

3) Leitura em voz alta, feita pelo professor, e os alunos sublinhando os vocábulos desconhecidos.

4) Levantamento desses vocábulos selecionados pelos alunos e busca de seus significados e sinônimos através de um dicionário virtual* (aproveitaremos esse momento para explicar como funcionam as ferramentas de buscas e os dicionários online*).

5) Após o esclarecimento desses vocabulários, é feita uma releitura individual e silenciosa para a compreensão global do texto.

6) Identificação de elementos/descrição do texto comparando com diferentes fotos de avestruzes (novamente a internet* será utilizada).

7) Apreciação / debate sobre os valores éticos e políticos presentes no texto:
·         bicho de estimação X carne de avestruz como alimento (retomar o trecho “Tem uma plantação, digo, criação deles.”)
·         animal doméstico X animal selvagem
·         vontade real/possível X vontade irreal/impossível

8) Análise do discurso do texto:
·         análise dos argumentos utilizados pelo narrador para convencer a criança as desvantagens de se ter uma avestruz em um apartamento.
·         intertextualidade com a criação do mundo (Bíblia).
·         a intimidade que o narrador demonstra ter com Deus (retomar o trecho “Sacanagem, Senhor!”).



OBS: (*) Todas as atividades pensadas para se trabalhar com a internet podem ser utilizadas normalmente em sala de aula, somente fazendo algumas adaptações simples: dicionário tradicional e fotos impressas, por exemplo). 

AVESTRUZ

Avestruz

O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos, uma avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em  Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo
impressionou o garoto.
Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se entregavam em domicílio.
E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz, deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
Mas eu estava falando da sua criação por deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé.
Sacanagem, Senhor!
Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.
Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os quarenta, entrando depois na menopausa, não têm, portanto, TPM. Uma avestruz com TPM é perigosíssima!
Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo.  Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. Máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.
Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu.
Pedi para a minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.

PRATA, Mário. Avestruz. 5ª série/ 6º ano vol. 2
Caderno aluno p. 9

Caderno do Professor p. 18

domingo, 9 de junho de 2013

Minha primeira experiência com os livros - Maria Paula


Meu primeiro contato com os livros aconteceu quando eu tinha aproximadamente 5 anos. Lembro-me perfeitamente da coleção de contos de fadas da Disney, que meu pai comprava todas as semanas (eram vendidos em fascículos) e que vinham com uma fita K7 (rs).

Eu tinha a coleção completa (acho que uns 30 livrinhos de capa dura, cada um de uma cor). Lembro-me de ficar horas ouvindo as histórias e acompanhando com as ilustrações e “fingindo” que estava lendo. Eu era apaixonada por essa coleção. Pena que não a tenha mais!




Depois, já alfabetizada, adora ler gibis da turma da Mônica, poesias, contos e os próprios livros escolares. Nessa fase, o livro que mais me marcou foi um de poesias chamado “Cavalgando o Arco-Íris”, de Pedro Bandeira. Esse eu tenho até hoje e acabou sendo material de estudo em uma monografia da faculdade (muito louco isso!). 


Já com relação às minhas experiências de práticas escritas não me recordo muito. Engraçado como nunca fui muito fã das redações escolares (como esquecer o tema clássico “Minhas férias”?). Mas, lembro-me bastante de outras atividades de escrita: cartilhas, cadernos de caligrafia (muito usados na época), reescritas de contos de fadas, exercícios de interpretação, etc.
Sempre gostei muito de ir à escola, adorava ler (e ainda adoro), escrever... Foi uma fase boa...

E acho que é esse gosto que me levou a fazer o curso de Letras e me tornar professora. Quero passar um pouco desse prazer em ler e escrever para outras pessoas. E tento fazer isso todos os dias...

sábado, 8 de junho de 2013

LER - por Maria Teresa

Liberdade de escolha

Entendimento

Raciocínio


 

Minha experiência como leitora começou quando tinha 6 anos e estava sendo alfabetizada em casa pela minha tia, professora de piano, que me presenteava com livros infantis de um programa de rádio.



  
Ás  17h30  ficava sentada em uma cadeira de madeira com estofado colorido  na frente do rádio ouvindo histórias, A Gata Borralheira, Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Os Três Porquinhos, esses clássicos que toda criança daquela época ouvia. Essas histórias eram contadas todos os dias, religiosamente, na Rádio Presidente Prudente. Além de ouvir ficava com o livrinho acompanhando o que era falado. Tenho lembranças que, dependendo da história, ou melhor, assim que começava a ler escolhia um personagem e trocava o seu nome pelo meu,
isso me dava a liberdade de escolher quem eu seria.
  
 
Essa experiência literária me  ajudou muito nas produções de textos, nas reescritas, principalmente quando a professora pedia para  criar uma história, a imaginação  fluía com muita facilidade e, além de escrever mudava o final como eu gostaria que fosse. Essa parte da minha vida foi durante todos os anos do ensino do 1º grau (Fundamental  I ) e acreditem, até hoje quando leio tenho lembranças daquela experiência que foi muito rica. 


 

  
 Na universidade  tive a oportunidade de ler os clássicos infantis em espanhol e confesso que senti a mesma sensação de quando ficava sentadinha numa cadeira de madeira com estofado colorido ouvindo as histórias e lendo na frente do rádio. E ainda hoje tenho a esperança de me tornar uma grande contadora de histórias.

Importante!!!